Procissão das almas


Não é de hoje que me interesso pelo folclore brasileiro. Já faz um tempinho desde que li pela primeira vez um livro de Câmara Cascudo sobre a temática, e isso me motivou a admirar cada vez mais esse aspecto da cultura. Essa será a temática do post de hoje; mais precisamente, será uma lenda brasileira. Procurei uma versão mais resumida, para tornar a leitura mais prática. Também há um conto baseado nessa lenda, se encontrá-lo, postarei por aqui. Mas agora, vamos ao que interessa.

Esta lenda conta sobre uma senhora que vivia sozinha na sua casa, e por não ter muito que fazer, nem com quem conversar, passava a maior parte do dia olhando a rua através da sua janela, coisa muito comum no interior. Até que numa tarde, quando estava quase anoitecendo, viu passar uma procissão; todos estavam vestidos com roupas largas brancas, com velas nas mãos e não conseguia identificar ninguém. Logo estranhou, pois sabia que não haveria procissão naquele dia, pois sempre ia à igreja, e mesmo assim, quando havia alguma procissão era comum a igreja tocar os sinos no inicio, mas nada disso foi feito. 
A procissão foi passando, até que uma das pessoas que estava participando parou na janela da velha e lhe entregou uma vela, tal pessoa disse à velha que guardasse aquela vela, pois no outro dia voltaria para buscá-la. Com a procissão chegando ao fim, a velha resolveu dormir, apagou a vela e guardou-a. No dia seguinte, quando acordou, a velha foi ver se a vela estava no local onde ela guardou, porém para sua surpresa no local em que deveria estar a vela estava um osso de uma pessoa já adulta e de uma criança.

Fonte: Só História

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